Fabbio Cortez / Mecso - Textos registrados
Cristianismo

UMA CRISTANDADE PLAUSÍVEL?

(Por MECSO)
Mecso é um pseudônimo não incógnito de Fabbio Cortez, utilizado apenas neste site.


Pequenas observações para uma fé talvez saudável — apenas um pitaco (claro!) a quem crê de algum modo na Bíblia e nega as infindáveis adulterações e contradições transformadas em religiões, por ingenuidade ou diretamente por interesses político-financeiros dos que se apoderam nelas e as formatam do modo como as temos no mundo.

Resumo:
As religiões, pelo contexto bíblico, parecem não agradar ao próprio Jesus. São, a meu ver, simples criações humanas. Querem institucionalizar o ininstitucionalizável, pôr peso onde o Messias pôs leveza.
Não sou muito afeito a versículos soltos, pois creio somente no teor da Palavra como um todo, plena e entendida no Espírito, de alfa a ômega, além do fato de estas divisões terem sido postas somente mais tarde — entre outras adaptações humanas a respeito das quais não vem ao caso aqui elucubrar. Bem, assim mesmo, a questão é que esta passagem em particular pode resumir o que penso:

"Pergutaram-lhe, pois:
Que havemos de fazer para praticarmos as obras de Deus?
Jesus lhes respondeu:
A obra de Deus é esta:
Que creiais naquele que Ele enviou.
"
(Jo 6:28,29)


ENTENDIMENTOS BÁSICOS

Ponto indiscutível: não estamos mais sob a Lei de Moisés; estamos imersos na incomensurável e benéfica Graça de Jesus Cristo (Yeshua /Y-ê-shua/ ). Parece mais correto nos definir simplesmente como "Igreja do Senhor Jesus Cristo", por entendermos que todos os que O aceitam como único Salvador e seguem Sua Palavra estão inseridos numa única Igreja, como corpo de Cristo por toda a Terra, a saber, a Igreja dos salvos pela Graça, ou seja, sem merecimento, por misericórdia sobrenatural do Criador YHWH ( /Yárru/ ). Somos, dessa forma, cristãos não-exclusivistas; aceitamos e amamos todos os irmãos em Cristo e consequentemente todos os grupos com base nessa fé (denominados igrejas), pois cremos que qualquer sentimento faccioso seja desagradável ao Senhor. Entretanto, que esteja claro: entender, aceitar não quer dizer que tenhamos que fazer tudo conforme um grupo diz sem antes ter nossa própria experiência de Paz com o Deus Criador por meio do Messias.

Buscamos entender e viver a Palavra de Deus como um todo, a partir da essência dos ensinamentos do próprio Senhor Jesus, das palavras que saíram de Sua boca e foram registradas nos evangelhos, observando o contexto com a máxima atenção. Não nos alicerçamos em trechos isolados ou aleatórios e nem em invenções, interpretações ou adaptações humanas, pois cremos que isso pode ser extremamente perigoso à manutenção de uma fé saudável em Cristo. Procuramos viver os ensinamentos bíblicos da maneira mais simples e direta, e não com entendimentos incógnitos ou demasiadamente profundos, pois temos visto alguns grupos defenderem teses absurdas, como o domínio da revelação exclusiva e incontestável para a Salvação, a crença de ser a única igreja verdadeira e enviesamentos semelhantes.

Buscamos, sim, as orientações genuínas da Palavra e seu maravilhoso refrigério, tomando todo o cuidado para que interesses outros fora do contexto bíblico não tenham influência em nosso meio, pois entendemos que muito do que se tem feito no chamado "meio evangélico" seja escândalo para a Obra do Senhor Criador. Procuramos, todavia (atenção!), não julgar, mas, sim, orar pelos irmãos que procedem de modo contrário à simplicidade bíblica, pois sabemos que tudo está no controle de Deus e sendo visto por Ele. Estamos sempre dispostos ao aperfeiçoamento na Palavra, mas, quando há qualquer dúvida de entendimento, não nos precipitamos a realizar nada sem diligência, mesmo se a maioria dos irmãos assim o fizer.

Não nos sentimos, então, obrigados a cumprir, a não ser que seja por uma necessidade real, os padrões administrativo-estruturais e as ações da tradição, como escolas bíblicas dominicais, sermões ou pregações unilaterais em púlpito, a assistência a dois ou mais cultos por dia etc., enfim, todos esses padrões criados pelo homem. Evitamos o profissionalismo dos dirigentes, a exaltação de fundadores e o legalismo arcaico. Fazemos o simples e fundamental.

Não participamos também da chamada mídia evangélica com o intuito de obter notoriedade artística ou intelectual, pois, embora (sinceramente) procuremos, como já foi dito, não julgar a quem quer que seja e tentemos não radicalizar, compreendemos que não convém adquirir dinheiro por meio das possibilidades do Espírito. Termos como "estrela gospel", "celebridade evangélica" e coisas do gênero são no mínimo estranhos quando os defrontamos com o que o Senhor Jesus ensinou. Caso seja estritamente necessário, em último caso, utilizaremos comedidamente a mídia como recurso.

Cremos que somos salvos pela Graça, maravilhoso acesso à Eternidade, exclusivamente pela fé em Cristo. Não nos utilizamos, destarte, de nenhum apoio visível à fé, como objetos ungidos, símbolos judaicos ou qualquer tipo de superstição que lembrem ou possam relacionar-se com uma visão ocultista para cura espiritual ou física. Evidentemente, entretanto, diante desse entendimento de Graça somente pela fé e não por obras, não deixamos de buscar santificação e ajuda ao próximo baseada no amor a todos os seres humanos, conforme orienta a Palavra do Messias.

Pregamos a sinceridade, a humildade e o fruto do Espírito e procuramos buscar o Senhor Deus YHWH em espírito e em verdade, afastando-nos de toda hipocrisia e (confirmando) do legalismo, do tradicionalismo ou da presunção de acharmo-nos mais santos que qualquer outro irmão em Cristo. Buscamos e incentivamos uma vida de leitura da Palavra, assim como de oração, jejum, confissão sincera de ofensas a Deus e aos irmãos e negação a si próprio, porém com todo o entendimento da Graça em Jesus em relação à não-imputação de pecado para problematizar a Salvação, para evitarmos a qualquer custo que se vitupere o único e suficiente sacrifício de Jesus. Em outras palavras, a Bíblia diz que quem tem o Espírito às vezes peca, porém não vive no pecado e não tem prazer nele. E cada qual que se justifique com o Criador particularmente.

Entendemos ser totalmente livre a ação pessoal diante da vida; orientamos simplesmente que cada irmão, não importando onde esteja ou o que faça, procure santificar-se por amor ao Senhor e por gratidão pela Sua Salvação, e não por religiosidade, agindo sempre com bom-senso e moderação e dando bom testemunho sempre que possível, preocupando-se em alcançar almas para Jesus. Tudo, porém, realizado com alegria e leveza, e, ratifica-se, não com costumes humano-santificantes ou dogmas que possam trazer fardo pesado ou antipatias desnecessárias pelo Evangelho. Buscamos, dessa forma, o completar da Obra que Deus iniciou em nós por vontade d'Ele mesmo.

ENCONTROS PARA ADORAR AO SENHOR EM GRUPO

Embora não sejamos legalistas e entendamos que devemos adorar ao Deus único em todos os dias de nossa vida, damos primazia ao dia de sábado para os encontros, como sendo o Dia do Senhor, pois pelo contexto da Palavra parece ser o mais correto. Quando há algum empecilho, mantemos nosso coração voltado a Deus e transferimos o encontro para outro dia. Cremos, por exemplo, que tais encontros podem até ocorrer uma vez por mês, em que se realize a Ceia do Senhor em memória do Sacrifício de Jesus.

Nas reuniões, costumamos fazer a leitura das Escrituras e dividir os ensinamentos bíblicos com todos, em vez de nos esmerarmos em sermões interpretativos unilaterais, próprios da tradição humana. Os encontros são, a princípio, de curta duração, pois cremos que o entendimento de culto ao Senhor tem de estar permanentemente em nosso coração, em nosso cotidiano.

Procuramos administrar os dons espirituais conforme a Bíblia orienta, no Espírito, sem imaturidades, com sabedoria, decência e ordem; as manifestações do Espírito devem ser controladas de modo a não interromper a adoração ou trazer desacertos. Louvamos ao Senhor com liberdade, mas preferimos utilizar salmos e textos da Palavra musicados ou hinos sempre espirituais. Sentimo-nos à vontade, mas tudo em meio à plena adoração ao Senhor, sem entretanto parecermos ridículos, naturalmente, evitando ao máximo fazer imitação dos costumes mundanos ou realizar atos mecanizados. Pensamos que não nos devemos adaptar à vontade do mundo para que o ganhemos, pois quem ouve a Palavra, e crê de forma genuína, achega-se, pela própria vontade, à Igreja. O que Paulo diz a respeito de se fazer fraco para com os fracos não pode ser pretexto para ações incongruentes com o preconizado no contexto do Evangelho.

O ensino sobre ofertas é aplicado de forma seriíssima, de modo que estas sejam apresentadas ao Senhor com alegria e por amor a Sua Obra, nunca por imposição ou constrangimento, pois entendemos ser a oferta ao Senhor, assim como a entrega pessoal, algo muito particular; tais ações devem ser fator totalmente intrínseco. Por isso, nada é forçado e ensina-se que todos devem respeitar as individualidades do outro, com respeito mútuo. O recolhimento material pode ser utilizado portanto, mas somente para que haja mantimento para os encontros, para ajuda aos necessitados, para evangelização e para qualquer necessidade de simples manutenção. Todos os montantes dos recursos arrecadados e os consequentes gastos são demonstrados transparentemente aos membros.

A Graça e a Paz do Senhor Jesus, O Cristo, sejam com todos nós!


Pequena oração para quando acreditamos no Deus YHWH


Adoramos Teu nome. Ajuda-nos a ser transbordantemente sinceros a Ti. Deus Único, Criador de todas as coisas, tem piedade de nossa pequenez. Esta nossa vida, feita de marasmos e lutas, mas também de surpresas boas... que todo dia ela seja bem-vinda, benquista, bem compreendida. Que saibamos cada vez mais fazer o melhor para nós e para os outros, assim como para os animais e a natureza como um todo, enfim, para nosso mundo integral. Que saibamos nos colocar um no lugar do outro, aprendendo cotidianamente distribuir perdão e amor desinteressado. Todo dia. "Todo santo dia", como popularmente dizem. Então que todo dia seja santo... santo e lúcido, lúcido e digno, digno e solidário. E que aquilo que não consigamos mudar para melhor ou controlar aceitemos com resignação, com paz de espírito. Que vejamos assim tudo à nossa volta com pureza, dando valores certos às coisas certas. Ah, Criador de nossas almas — soberano Deus acima de qualquer religião criada pelo homem —, ensina-nos a ser melhores, a ser benignos, equilibrados e justos o mais que pudermos. Ajuda-nos com Tua força sobrenatural e perfeita a ser corajosos, esperançosos, simples, e a crer em Tua eternidade incomensurável. Faze-nos enxergar a Felicidade e a Paz, e a vivê-las aqui e na Eternidade! Pedimos isso humildemente em nome de Teu Messias, chamado Jesus, amém!


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